IRINA IONESCO – Espelhos de Luz e Sombra

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A exposição de fotografias da artista parisiense está em exibição no Conjunto Cultural da Caixa de Brasília até dia 11 de julho de 2010.

A exposição irá, em seguida, para a Caixa Cultural de Salvador durante o período de 22 de julho até 22 de agosto de 2010.

Texto de apresentação da exposição:

As fontes de inspiração de Irina Ionesco são pinturas simbolistas, filmes hollywoodianos, tragédias gregas, poesia decadente, o kitsch sublimado e o sublime consagrado. Em sua obra, a fotografa cria paraísos artificiais, expõe a magia do falso luxo, fabrica jogos a partir de múltiplos espelhos imaginários.

Em templos de excesso de imagens, a obra desta fotógrafa francesa de origem romena, em itinerância pela primeira vez no Brasil, suspende o tempo e abre espaço para vivências e fantasias imemoriais.

Irina Ionesco nasceu em Paris em 1935. Perda do espelho: aos quatro anos de idade, é separada da mãe, de quem se distancia até os 16 anos. Adolescente, começa uma trajetória de mulher-espetáculo: encantadora de cobras em numero de coreografia que exige concentração e nervos de aço, dançarina acrobática, alvo vivo de um lançador de facas. Um grave acidente interrompe seus passos na dança. Começa, então, a desenhar e a treinar o olhar. Com a pintura aprende a enquadrar e a penetrar o espelho. No natal de 1964, ganha de um amigo uma máquina Nikon. Em 1970, faz sua primeira exposição individual como fotografa. “se eu desenhei era para reproduzir minha mãe. Se fotografo é para eternamente reencontrar esta mãe.”

As mulheres fotografadas por Irina são, ao mesmo tempo, disponíveis e impenetráveis. Elas podem ser voluptuosas, sensuais, mas não são objetos de consumo. Só podem ser contempladas, jamais devoradas.

“As mulheres que posam para mim podem ser de qualquer tipo. Elas estão ligadas por um denominador comum que surge do meu estilo e da minha maneira de olhá-las.  As mulheres que fotografo podem ser encontradas no teatro, mas raramente no cotidiano. Elas nada têm a ver com uma determinada forma de realidade banal.”

Véus, plumas, rendas e sedas, objetos ilusórios entrelaçam-se em uma oferenda para a contemplação. Os fragmentos dessa obra ora apresentados, mais do que recriação de um tempo passado, alimentam imaginários futuros por sua condição de reminiscências concretas de mundos, técnicas e sensibilidades ameaçadas de soterramento.

A obra de Irina Ionesco arremessa o espectador para a dimensão da cumplicidade, entorpece distanciamentos críticos. O gozo se dá atravez do olhar que percorre, aprecia, desfruta, fixa, atravessa, sente. Se as mulheres sempre foram para a artista a busca de um espelho, nesta mostra as imagens exibem novos personagens, expressões de uma fantasia em movimento.

Betch Cleinman

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