Qin Balan

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Nasceu em 1948 na província de Jinzhou no nordeste da China.

Aos 18 anos de idade Bailan sofreu de uma doença que lhe tomou o movimento das pernas e, aceitando a vida em cadeira de rodas, começou a aprender diversos ofícios e hobbies para ocupar o tempo livre. Seu contato com a pintura se deu por volta dos 20 anos, quando começou a estudar métodos tradicionais de pintura chinesa, e se encantou. A pintura passou a ser seu foco principal, e, após bastante estudo, entrou numa academia de arte em Shenyang, mesmo tendo que viajar por 6 horas de trem numa época em que os transportes públicos não estavam adaptados para pessoas portadoras de necessidades especiais. Atualmente, ela integra o Décimo Primeiro Parlamento Nacional Chinês (2008-2013) e é deputada do Nono Congresso Nacional do Povo, onde luta pelos direitos das mulheres e de pessoas com necessidades especiais.

As pinturas de Bailin possuem, em sua grande maioria, mulheres como protagonistas, muitas delas deusas, heroínas da história da China ou personagens épicas que representam ao mesmo tempo beleza e força. Talvez essas duas sejam, inclusive, as principais características de suas pinturas, sendo a primeira marcada pelas cores e formas agradáveis ao olhar e a segunda pelas águas do mar, vento e lua, além das próprias personagens. A escrita também aparece como parte dos elementos visuais que acrescenta um toque de mistério às imagens para aquelas/es que, como eu, não compreendem a língua.

Seguindo o estilo tradicional da pintura chinesa, Bailan pinta em papel e, principalmente, em seda. O suporte é colocado em um rolo, podendo ser pendurado na parede ou guardado enrolado. Pelo menos em dois rolos, a pintora faz uma coleção de personagens de livros da literatura chinesa com características em comum. Em Doze lindas mulheres de Jinling, todas as retratadas (Miao Yu, Xiang Yun, Qiao Jie, Qin Keqing, Xue Baochai, Lin Daiyu, Wang Xifeng, Yuan Chun, Ying Chun, Tan Chun, Xi Chun, Li Wan) eram personagens bastante inteligentes e bonitas do livro Hong Lou Meng (Um sonho de mansões vermelhas), e todas tiveram destinos cruéis por viverem numa sociedade extremamente sexista.

Lutar pelos direitos e pelo empoderamento das mulheres talvez seja possível, também, através da criação de imagens como essas, que reivindicam o lugar de personagens históricas que merecem ser lembradas e, ao mesmo tempo, evidenciam o fato de que a força, a beleza e o poder que carregamos podem ser estrangulados por sistemas opressivos, mas a história de nossas antepassadas por todo o mundo está aí para nos fortalecer.

Veja também

(em inglês) pinturas com explicações sobre as personagens http://www.qin.jung-medien.de/index.php?id=44

sobre pintura tradicional chinesa http://www.worldlingo.com/ma/enwiki/pt/Chinese_painting

Uma consideração sobre “Qin Balan”

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