Romaine Brooks

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Nasceu em Roma, em 1º de maio de 1874, e faleceu em Nice, em 1970.

A infância de Romaine Brooks não foi das mais tranquilas,  em grande parte por conta de sua excêntrica mãe, que a abandou aos 6 ou 7 anos em Nova Iorque, onde foi acolhida pela lavadeira que trabalha para sua família. Com ela Brooks viveu em pobreza até que fosse apanhada pela secretária que trabalhava para seu avô. Foi por conta dessa conturbada infância que ela começou a desenhar, possivelmente como uma válvula de escape.

Após estudar em escolas de diferentes cidades, foi para Paris estudar voz e, em 1896-97, foi para Roma estudar artes. Lá, Brooks tinha seu próprio estúdio e participava do Circulo Artístico e da Scuola Nazionale, onde era a única mulher dentre os estudantes e uma das primeiras a poder desenhar nus masculinos com modelo vivo.

Após a morte de seu irmão e sua mãe, a artista ganhou uma enorme herança e casou-se com John Ellingham Brooks, conhecidamente homossexual, com quem a artista ficou por pouco mais de um ano, quando ele não aceitou que ela cortasse o cabelo e usasse roupas masculinas (como em seu auto-retrato ao lado). Ela foi então para Inglaterra onde integrou e retratou a elite homossexual da época, incluindo a escritora Natalie Clifford Barney, com quem Brooks foi casada por cerca de quarenta anos.

A pintura de Brooks é marcada principalmente pelo uso do preto, o branco e os tons de cinza, além das influências da art nouveau e simbolismo. Os retratos foram muito bem recebidos em sua primeira exposição solo em 1910, com suas figuras andrógenas e elegantes.

Seus desenhos produzidos na década de 30, com linhas precisas e contínuas, são expressões da infância da artista que continuava pesando sobre seus ombros. As figuras de pessoas, monstros e seres alados são frequentemente representados de forma interligada, numa espécie de massa onde agressores e agredidos se misturam. Em The Impeders, por exemplo, vemos uma espécie de cavalo alado misturado com uma mulher tentar alçar vôo ao mesmo tempo em que  duas figuras humanas (sua mãe e seu irmão?) os seguram no chão.

Brooks parou de produzir após a Segunda Guerra, quando foi ficando cada vez mais reclusa e recebendo vistas apenas de Barney por um bom tempo, até, por fim, não receber mais ninguém. Neste período, já paranóica, ela acreditava que estariam roubando seus desenhos, que o choffeur queria envenená-la e que as plantas lhe sugariam toda a energia. Brooks morreu aos 96 anos de idade.

Tauana M.

Fontes:

http://www.answers.com/topic/romaine-brooks (em inglês)

http://www.romainebrooks.com/ (em inglês)

HARRIS, Ann Sutherland; NOCHLIN, Linda. Women artists: 1550-1850. Los Angeles County Museum os Art: Nova Iorque, 1977.

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