Exposição: Frida Kahlo – conexões entre mulheres surrealistas no México

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Ontem tive o prazer de visitar uma exposição aberta aqui em Brasília (até dia 05/06/16 no Conjunto Cultural da Caixa) sobre Frida Kahlo e artistas surrealistas mexicanas e achei que era um bom pretexto para sacudir a poeira do blog. Então aqui vai:

Frida é querida de muita gente e já bastante conhecida, com um reconhecimento incomum, por sinal, quando se trata de artistas mulheres. Por isso, inclusive, fiquei muito feliz ao vê-la junto de nomes menos conhecidos como Leonora Carrington, Remedios Varo, María Izquierdo, Bridget Tichenor e Alice Rahon.

Os trabalhos de Frida realmente vão em direção outra, que não a pesquisa surrealista, embora haja ali presente um diálogo marcante. Vendo o conjunto apresentado, parece que ela pesquisava seu universo interno e o retratava de forma mais direta (mesmo que o resultado disso fosse bem estranho), enquanto que as demais artistas – nas obras de cunho mais surrealista – apresentam aspectos íntimos através de universos fantásticos, com personagens antropozoomórficos e cenários oníricos. Até aí, tudo estava mais ou menos como esperado. Contudo, dois desenhos de Frida feitos em tinta sépia sobre papel eram bem surrealistas, com personagens não humanos e tudo o mais. Entrar em contato com esses desenhos, juntamente com as fotografias, estudos e pinturas de retratos que essas artistas fizeram umas das outras, me trouxe a compreensão de que a relação visual entre suas obras não era uma questão acidental, mas fruto de trocas que ocorrem entre essas mulheres.

Para deixar essa relação mais evidente estava o seguinte texto curatorial em uma das paredes:

“As mulheres desempenharam papel fundamental na promoção da obra de outras mulheres. Natasha Gelman foi uma grande mecenas para Frida Kahlo. Inés Amor fundou a primeira galeria comercial no México, que abrigou a Exposição Internacional de Surrealismo em 1940 e ofereceu às artistas exposições individuais. María Asúnsolo criou a galeria GAMA, e Lola Álvarez Bravo fundou a Galeria de Arte Contemporânea, que abriu espaço para a primeira exposição individual de Frida Kahlo. María Izquierdo colaborou como crítica de arte para o jornal Novedades. Kati Horna, com suas reportagens para a revista Mujeres, contribuiu para difundir a obra daquelas que se destacavam no mundo das artes e da cultura.” 

Não é por acaso que a exposição traz a palavra “conexões” em seu nome.

Saí de lá com a palavra sororidade ecoando em mim…

 

Tauana M.

Saiba mais em:

http://www.cultura.gov.br/noticias-destaques/-/asset_publisher/OiKX3xlR9iTn/content/id/1335533
http://www.revistaforum.com.br/2015/11/24/alem-de-frida-kahlo-10-outras-artistas-mexicanas-importantes-engajadas/

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