“E a Mulher Criou Hollywood”

O documentário abaixo mostra como as mulheres desempenhavam papéis de destaque no início do cinema em hollywood, quando ainda não era considerada uma indústria ou mesmo uma atividade lucrativa. Quando esse cenário mudou, na década de 40, o espaço da produção cinematográfica foi tornando-se um espaço cada vez mais masculino e, como vemos ao longo da história, essas mulheres pioneiras, que muito contribuíram para o desenvolvimento da linguagem cinematográfica (com destaque especial para a francesa Alice Guy Blanché – que foi a primeira pessoa a criar narrativas com os filmes e a utilizar som e cor no cinema), não costumam ser conhecidas ou lembradas.

Pílula: Preta Nerd & Burnning Hell

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Idealizada pela pesquisadora nerd Anne Caroline Quiangala, e ativa desde 2014, a página Preta Nerd & Burning Hell é um espaço para falar sobre as produções visuais e audiovisuais do universo nerd e negro sob as  hashtags #nerdiandade #audiêncianegra #pretaenerd , entre outras. O que há de muito especial no blogue é que é composto por uma equipe formada majoritariamente por minas negras e que publica textos sobre diversas questões que vão desde o universo das HQ’s (história em quadrinhos, pra quem é tão novata nesse assunto quanto eu), críticas sobre a representatividade e os estereótipos sobre a comunidade negra em filmes e documentários a textos que apresentam o trabalho de pensadoras negras.


A equipe é flexível, mas hoje conta com as editoras Anne Caroline Quiangala e Camila Cerdeira e com @s colunistas Kami Jacoub, Lucas Pamplona e Tatiana Nunes.

Além da página, ainda podemos acompanhar a produção de vídeos no canal do Preta Nerd & Burning Hell no youtube.

Marjane Satrapi

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 Nasceu em Rasht, no Irã, em 1969; vive e trabalha na França

Marjane Satrapi, que tem como nome de nascimento Marjane Eibihamis, é ilustradora, quadrinista, escritora, roteirista e diretora de cinema, e tem como seu trabalho mais conhecido a clamada animação Persépolis. A animação é uma adaptação dos livros de História em Quadrinhos homônimo, onde a autora conta sua história desde a infância até o início da vida adulta. A mudança radical ocorrida no Irã com a queda do Xá e instauração do regime teocrático é narrada pelos olhos de uma criança que cresceu numa casa de livre pensadores e que tem conversas com deus.

Na sua adolescência, com o país em guerra, os pais acham melhor mandá-la para o exterior, onde entra em contato com uma cultura diferente e passa por diversas dificuldades, chegando até a viver nas ruas e enfrentar uma séria crise de pneumonia. Depois de alguns anos na Áustria ela retorna ao Irã, supera uma depressão, se casa, se separa e cursa artes na universidade. Durante toda a história são estampadas as questões identitárias pelas quais Marjane passa no decorrer dos anos e acabamos conhecendo um pouco dessa cultura que nos parece tão distante.

Os desenhos são minimalistas e ao mesmo tempo bastante expressivos, características que permaneceram na animação. Mais recentemente, em 2011, foi realizado uma outra produção cinematográfica em que Marjane  Satrapi escreveu o roteiro e dirigiu juntamente com Vicente Paronnaud (assim como Persepolis), chamado Frango com Ameixas. Mais uma vez um de seus livros de HQ foi transformado em cinema.

Várias das histórias da artista são auto-biográficas e carregadas de pontos de reflexão sobre identidade, sobre relações entre ocidente e oriente, sobre ser mulher e mesmo sobre o que se passa politicamente no Irã e em países europeus onde viveu ou vive, e tudo isso de forma bastante fluida.

Acredito que o pequeno livro HQ “Bordados” também mereça atenção por se tratar de uma conversa entre mulheres de diferentes gerações. Mesmo sendo mulheres que vivem numa cultura em muitos aspectos distante da nossa é possível se imaginar com facilidade tendo um momento semelhante com avós, mães, tias, primas e filhas, conversando sobre sexualidade, sobre os próprios corpos, os relacionamentos e sobre como é ser mulher.

Além dos já comentados títulos “Persépolis”, “Frango com Ameixas”, Bordados”,  é possível encontrar em português  “Os monstros não gostam da lua” e “Ajidar – O dragão da terra”, ambos infantis.

Tauana M.

Links:
http://www.imdb.com/name/nm2277869/
http://pt.wikipedia.org/wiki/Marjane_Satrapi
http://www.duplipensar.net/materias/2003-08-satrapi.html

Lais Bodansky

Entrevistas com a diretora de cinema, produtora e roteirista Lais Bodansky, que dirigiu os longa-metragens de ficção “Bicho de sete cabeças”, “Chega de Saudade” e “As Melhores Coisas do Mundo”; o curta-metragem “Cartão Vermelho”; e os documentários “A guerra dos paulistas” e “Cinema Mambembe: o cinema descobre o Brasil”.


Sobre “As melhores coisas do mundo”


sobre “Bicho de Sete Cabeças”

 

Carmen Santos

Diretora de cinema brasileira da primeira metade do século XX

Cena de “inconfidencia mineira” (1948), de Carmen Santos

http://portacurtas.com.br/curtanaescola/pop_160.asp?Cod=4748

Esse documentário curta-metragem mostra um pouco da tragetória dessa mulher da qual não se ouve muito falar.

Veja aqui um texto sobre a cineasta com sua filmografia completa do site Mulheres no Cinema Brasileiro.