Tilsa Tsuchiya

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Maria Tilsa Tsuchiya Castillho, ou Tilsa Tsuchiya, foi uma pintora peruana nascida no ano de 1932 e falecida em 1984. Filha de pai japonês e mãe chino-peruana, Tsuchiya começou a desenhar e pintar na infância, tendo aprendido com Wilfredo, um de seus sete irmãos. Desde bem cedo, o que a motivava a pintar era a vontade de retratar o belo, como descreveu mais tarde. Em 1954 começa a freqüentar a Escuela Nacional de Belas Artes de Lima onde teve influências do expressionismo abstrato, realismo social e do indigenismo, movimento que procurava valorizar a cultura e história dos povos originais latino americanos.

Durante a década de 50 seu trabalho se concentrou mais nas naturezas-mortas, porém na década seguinte, após uma viagem a Paris onde entrou em contato com o movimento surrealista, suas pinturas se concentraram mais em mitos e lendas andinos e começaram a ter um caráter mais surrealista.

A pintora se utilizava de técnicas orientais de desenho junto às referencias quéchua, unindo suas duas matrizes de ancestralidade. O resultado dessa mistura são paisagens e personagens muito particulares e com diversas nuances, que apresentam um pouco do universo interior dessa artista. O trabalho com as cores é bastante minucioso e contribui para a criação de uma atmosfera mais etérea.

De acordo com a fotógrafa Marilú Yong Tsuchiya :

“Sus personajes son seres metafísicos, no monstruos, algunos representan la fertilidad, otros el amor sin necesidad de lo físico, también se basaban en leyendas de pueblitos de la serranía peruana…Ella decía q dentro de cada cuadro estaba parte de ella y que a veces le daba vergüenza que los vieran; sentía que otros podrían ver su intimidad, sus secretos, su privacidad. Tilsa, fue una persona llena de misticismo, de sensualidad, de pasión. Un gran ejemplo como artista, mayor exponente de la pintura peruana.”

Tauana M.

Links: http://www.latinartmuseum.com/tilsa.htm
http://www.galeriedada.com/bio/Tsuchiya_Tilsa.html
Artists From Latin American culture (google books)
http://es.wikipedia.org/wiki/Tilsa_Tsuchiya

Pílula: Patti Smith

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Nascida em 30 de novembro de 1946 nos EUA, Patti Smith é cantora e compositora de rock, poetisa, escritora e, o que muita gente não sabe, artista visual. Ela produz desenhos e fotografias desde o final da década de 60 e, embora tenha uma carreira voltada para a música, já expôs em diferentes lugares, em seu país e fora. Ela está atualmente com a exposição “Câmera Solo” aberta até 19 de fevereiro de 2012, no Wadsworth Atheneum Museum of Art, nos EUA.

A madrinha do punk, como é conhecida, teve uma relação muito próxima com o fotógrafo Robert Maplethorpe, e descreve a história dessa amizade no livro “Só Garotos” (super recomendo!), onde é possível entrar em contato com o universo em que estava inserida e que tanto se relaciona com os desenhos caóticos da artista.

http://pt.wikipedia.org/wiki/Patti_Smith
http://revistaogrito.com/ctrlmusic/so-garotos-da-patti-smith/

Gego

 

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Nasceu em 1912, na Alemanha, faleceu em Caracas, Venezuela, em 1994.

Gertrude Goldschmidt, ou Gego, como ficou conhecida no meio artístico, passou a primeira parte de sua vida na Alemanha, onde se graduou em Arquitetura pela Universidade de Stuttgart. Pouco tempo depois de obtido o diploma os nazistas conquistavam poder e a segunda guerra mundial já dava seus prenúncios. Sendo de família judia, ela resolveu, em 1938, se mudar para Venezuela.

Nos primeiros anos em Caracas Gego trabalha como freelancer nas áreas de arquitetura e desenho industrial. Em 1952 ela consegue a cidadania Venezuelana. Nesse mesmo ano se muda para a cidade costeira de Tarma, onde desenvolve trabalhos de desenho, aquarela e gravura, com influência da arte concreta, mas procurando sempre encontrar seu próprio estilo.  Quatro anos depois ela participa do grupo Abstração Geométrica da Venezuela e em seguida expande seus trabalhos para o espaço tridimensional, o que parece uma conseqüência inevitável, tendo em  vista seus trabalhos bidimensionais. É quase como se as linhas já estivessem procurando se situar no espaço.

O amontoado de linhas, freqüente nos trabalhos de Gego, aparece ao mesmo tempo de forma caótica e organizada, formando diversos planos individualmente retilíneos, porém orgânicos no conjunto. Um exemplo dessa combinação improvável de elementos é a escultura Esfera, de 1976 (ao lado).

 Uma de suas séries que destoa um pouco do resto de seu trabalho é Dibujos sin papel [desenhos sem papel] (abaixo), de trabalhos produzidos entre 1976 e 1977, no qual utiliza arames, telas e outros materiais encontrados no lixo ou entulho de construções para desenhar no espaço. Por usar materiais diferentes as linhas se tornam retorcidas, com diversas espessuras e a repetição de formas ou linhas diminui bastante. Uma coisa que permanece, contudo, é uma certa base na arquitetura, que parece permear seu trabalho, sua forma de entender o espaço e sua forma de se expressar.

Gego expôs em diversas galerias por todo o mundo, inclusive na bienal de São Paulo, se dedicou ao ensino de artes na Universidade Central da Venezuela e no Instituto de Design de Caracas e esculpiu com linhas e com o ar. O espaço por ela ocupado passou a ser perceptível para quem transita cotidianamente por ele sem se dar conta de sua existência.

Tauana M.

Fonte:
Hillstrom, Laurie Collier; Hillstrom, Kvein (ed). Contemporary Women Artists. St James Press, 1999.

Links:
http://fundaciongego.com/
(em espanhol e inglês)
http://en.wikipedia.org/wiki/Gego
(em inglês)

Tsuruko

Artista Plástica brasileira que nasceu em Porto alergre e vive e trabalha em Brasília.

para mais informações visite o blog da artista: Artsuru

Romaine Brooks

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Nasceu em Roma, em 1º de maio de 1874, e faleceu em Nice, em 1970.

A infância de Romaine Brooks não foi das mais tranquilas,  em grande parte por conta de sua excêntrica mãe, que a abandou aos 6 ou 7 anos em Nova Iorque, onde foi acolhida pela lavadeira que trabalha para sua família. Com ela Brooks viveu em pobreza até que fosse apanhada pela secretária que trabalhava para seu avô. Foi por conta dessa conturbada infância que ela começou a desenhar, possivelmente como uma válvula de escape.

Após estudar em escolas de diferentes cidades, foi para Paris estudar voz e, em 1896-97, foi para Roma estudar artes. Lá, Brooks tinha seu próprio estúdio e participava do Circulo Artístico e da Scuola Nazionale, onde era a única mulher dentre os estudantes e uma das primeiras a poder desenhar nus masculinos com modelo vivo.

Após a morte de seu irmão e sua mãe, a artista ganhou uma enorme herança e casou-se com John Ellingham Brooks, conhecidamente homossexual, com quem a artista ficou por pouco mais de um ano, quando ele não aceitou que ela cortasse o cabelo e usasse roupas masculinas (como em seu auto-retrato ao lado). Ela foi então para Inglaterra onde integrou e retratou a elite homossexual da época, incluindo a escritora Natalie Clifford Barney, com quem Brooks foi casada por cerca de quarenta anos.

A pintura de Brooks é marcada principalmente pelo uso do preto, o branco e os tons de cinza, além das influências da art nouveau e simbolismo. Os retratos foram muito bem recebidos em sua primeira exposição solo em 1910, com suas figuras andrógenas e elegantes.

Seus desenhos produzidos na década de 30, com linhas precisas e contínuas, são expressões da infância da artista que continuava pesando sobre seus ombros. As figuras de pessoas, monstros e seres alados são frequentemente representados de forma interligada, numa espécie de massa onde agressores e agredidos se misturam. Em The Impeders, por exemplo, vemos uma espécie de cavalo alado misturado com uma mulher tentar alçar vôo ao mesmo tempo em que  duas figuras humanas (sua mãe e seu irmão?) os seguram no chão.

Brooks parou de produzir após a Segunda Guerra, quando foi ficando cada vez mais reclusa e recebendo vistas apenas de Barney por um bom tempo, até, por fim, não receber mais ninguém. Neste período, já paranóica, ela acreditava que estariam roubando seus desenhos, que o choffeur queria envenená-la e que as plantas lhe sugariam toda a energia. Brooks morreu aos 96 anos de idade.

Tauana M.

Fontes:

http://www.answers.com/topic/romaine-brooks (em inglês)

http://www.romainebrooks.com/ (em inglês)

HARRIS, Ann Sutherland; NOCHLIN, Linda. Women artists: 1550-1850. Los Angeles County Museum os Art: Nova Iorque, 1977.