Dendê: partilha pedagógica e poética diaspórica em processo

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Queridas,

deixo aqui o link para acessar e fazer download da minha monografia em Artes Visuais. O trabalho é sobre minha pesquisa poética, que se dá a partir da relação entre corpo negro e memória diaspórica, e as possibilidades pedagógicas que ela traz. São abordadas questões como memória, candomblé, cartografia como metodologia e estratégias de artistas negrxs na recontação de nossas histórias.

Nina Ferreira.

Entrevista com Kanitha Tith

Entrevista com a jovem artista cambojana Kanitha Tith, que desenvolve trabalhos principalmente de instalação. A entrevista foi livremente traduzida do inglês e a original se encontra no sítio eletrônico: http://www.boell-cambodia.org/web/52-327.html
Para contactar a própria artista escreva para kanithatith@yahoo.co.uk

 

Entrevistada por Linna Chim
5 de Outubro de 2010

A seguir está uma entrevista com Kanitha Tith, uma jovem artista que está apresentando seu trabalho na exposição “Ei irmã… O que você está fazendo?!”, a qual foi patrocinada e organizada pela Fundação Heinrich Boell (FHB) no Camboja, que começa 22 de outubro de 2010.

Kanitha começou seu trabalho artístico em 2007. Promover igualdade de gênero, liberdade de expressão e uma sociedade liberal são algumas de suas motivações para se tornar uma artista.

LC:  O que te estimulou a se tornar uma artista?

Kanitha: Quando eu faço meu trabalho, eu quero ter liberdade, o que não significa uma liberdade pessoal, mas a liberdade de expressar minha opinião.  Desde nova eu não gosto que alguém restrinja minha liberdade de opinião. Através do meu trabalho artístico eu posso livremente expressar meus pensamentos.

LC: Quais são os desafios em sua carreira/vida como uma mulher artista no Camboja?

Kanitha: Quanto a mim, eu estou tendo um pouco mais de sorte que outras mulheres artistas, porque minha família apóia e encoraja minhas decisões, mesmo que não entendam claramente o que estou fazendo. Eu não estou criando arte com um foco no lucro, já que estou sustentando minha vida com outras atividades como decoração e organização de eventos. Então ganhar dinheiro pelos trabalhos não é uma questão em minha carreira como artista.

LC: Qual você acredita que seja a relação entre arte, política e sociedade?

Kanitha: Na verdade, meu trabalho está lidando com várias questões sociais e politicas, mas no fim das contas é só um reflexo da realidade e os/as espectadores/as tem que construir  suas opiniões e julgar pos si próprios/as. O que eu quero é que minhas realizações sejam reconhecidas por outras pessoas. Eles estão refletindo a realidade e devem ser percebidos fazendo isso.

LC: O que te estimulou a se envolver com a Exposição patricinada pela FHB: “Ei irmã… O que você está fazendo?”?

Kanitha: Na exposição com a FHB, eu vou mostrar um trabalho declarando que as mulheres devem ser capazes de se afastar do fogão já que pessoas mais velhas dizem que mulheres não podem fazer isso. Meu objetivo não é denunciar o que as pessoas velhas dizem mas precisamos aceitar que as coisas mudam e que a realidade atual do Camboja é completamente diferente daquela do passado. Eu quero mostrar para outras mulheres que temos as mesmas habilidades que outros/as e que não devemos nos desprezar.

Louise Bourgeois: O Retorno Do Desejo Proibido

Arte é uma garantia de sanidade – Louise Bourgeois

No ano passado, aproveitando uma promoção dessas de passagens aéreas, tive a oportunidade de visitar a exposição da Louise Bourgeois que ocorreu em São Paulo. Até agora não tinha escrito sobre essa exposição porque quanto mais eu admiro uma artista, mais receio de escrever eu tenho. Mas agora achei que devia aproveitar o 8 de março para criar coragem e escrever esse texto em homenagem a essa artista tão maravilhosa que é a Bourgeois.

A exposição ocorreu no Instituto Tomie Othake com o nome de “Louise Bourgeois: O Retorno do Desejo Proibido”  e teve curadoria de Philip Larratt-Smith, que enfocou a relação da artista com a psicanálise. Essa escolha se deu por conta da descoberta feita por Jerry Gorovoy – que trabalhou durante vários anos como assistente de Louise – de textos da artista escritos entre 1952 e 1967, período em que  passava por intenso processo na psicanálise. O curador comenta ainda que “Os surrealistas exploraram as possibilidades plásticas do imaginário dos sonhos e os abstrato-expressionistas desejavam mergulhar na inconsciência, mas de fato é Bourgeois quem mais, dentre todos os artistas do século 20, esteve engajada com a teoria psicanalítica e sua prática. Eu acho até surpreendente que essa mostra seja a primeira a apresentar esse foco.”

Comecei a ver a exposição por uma sala com desenhos e pinturas que eu não conhecia, mas que eram coerentes com o todo da obra da artista. Porém, mesmo sendo interessantes e fortes, os trabalhos bidimensionais, no geral, possuem só uma fração do que Bourgeois traz nas instalações e esculturas. A primeira instalação que vi foi o “Quarto Vermelho”, de 1994. As paredes são feitas de portas, numa quase espiral. Vemos a cena por frestas, por um espelho, pelos cantos, nunca de frente. Os elementos vão se fazendo presentes aos poucos. Aqui um brinquedo, ali um travesseiro pequeno com “jê t’ame” [eu te amo] bordado, mais no alto uma gosma endurecida presa por um prego, do outro lado…. Os artigos são todos antigos, o que contribui para uma sensação de que ele habita algum lugar nos confins obscuros da memória, um lugar permeado por uma sensação de clausura e que, por algum motivo, ao menos para mim, também é repleto de medo e familiaridade. É como se ela trouxesse para o mundo físico alguma memória oculta no subconsciente.

Essa sensação me acompanhou também nas outras duas instalações maiores: “Acusado número II”, de 1998, que foi a primeira que me fez querer chorar, e “Aranha”, de 1997, que me deu a sensação de estar tremendo por dentro, talvez pelo turbilhão de sensações e emoções, algumas até mesmo contraditórias, que ela gerava. Cada uma delas é cheia de detalhes e cada detalhe dá margem um milhão de possibilidades de interpretação. O resultado dessa equação é que dá vontade de ficar muito tempo em um só trabalho, desvendando seus detalhes, suas possibilidades, suas provocações. Mas ainda havia muito o que ser visto.

Continuando, estavam as diversas esculturas espalhadas em salas diferentes, feitas principalmente em bronze e tecido, embora outros materiais estivessem presentes. Se as instalações forneciam um clima e um ambiente não habitado, as esculturas continham várias versões de seres vivos, habitantes desse terreno obscuro do subconsciente. Muitas figuras eram ao mesmo tempo uma e muitas, várias não tinham sexo nem gênero, outras eram o próprio sexo. Nessa terra de habitantes multifacetados, sem corpos, sem cabeça, haviam também formas orgânicas não definidas e uma espiral ascendente que se repetiu com alguma freqüência. Um caminho? Uma sensação?

Um escultura que eu conhecia por imagem e que me foi arrebatadora  ao vivo foi “O Arco da Histeria”, de 1993. Um corpo dourado sem cabeça e sem sexo arqueado para trás, como acontecia com algumas mulheres diagnosticadas como histéricas, suspenso no ar. Nessa foi difícil segurar o choro (coisa que fiz por medo de não conseguir parar). A escultura quase grita… Ver a exposição de Bourgeois não é como um passeio no parque. É ao mesmo tempo delicioso e sofrido, porque, no que parece ser uma busca pela própria verdade, ela vai fundo e mexe onde normalmente não se quer mexer. Faz todo o sentido que ela tivesse a arte como uma “garantia de sanidade”, e que o curador se surpreenda por ter sido esta a primeira exposição de Bourgeois que teve o enfoque na sua relação com a psicanálise, afinal mesmo quem vê/vivencia seus trabalhos é impulsionado/a a confrontar os próprios temores, traumas e questões.

Tauana M.
Materia da folha com entrevista feita com o curador da exposição:   http://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/938294-exposicao-mostra-como-psicanalise-transformou-louise-bourgeois.shtml

Pílula: Voluspa Jarpa

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Voluspa Jarpa é uma artista visual chilena que participou da 8ª Bienal do Mercosul. Seus trabalhos de pintura, intalação e objetos frequentemente abordam a história da história do chile, com o foco nos apagamentos. 

Em entrevista ela comenta:

“En el año 1999 el gobierno de Estados Unidos anunció  la desclasificación de documentos de sus servicios secretos sobre la historia reciente de Chile. Recuerdo haber vivido esta noticia con cierta conmoción expectante y haber pensado y sentido que esto iba a producir un gran revuelo histórico nacional. Sin embargo, no sucedió en la contingencia -hasta la fecha solamente algunos libros recogen esta información, dos en Chile y uno publicado en Estados Unidos-, pero para mí se transformó en una interrogante simbólica.

Los archivos desclasificados estuvieron a disposición del público a través de un sitio oficial difundido por Internet. Al bajar algunos de estos archivos, tuve una primera impresión en relación directa con el hecho mismo de la desclasificación de los documentos, así mismo, sufrí un segundo impacto debido a que muchos de estos documentos están tachados -párrafos y páginas completas borradas con líneas y bloques negros-. Me conmoví por esa información borrada y, a su vez,  por la Historia de Chile, aquella que sentí pequeña e insignificante desde esa borradura y pensé en el abismo que había entre los hechos sucedidos en Chile y esas tachas.

Al verlos, me ocurrió una cosa, por decirlo de alguna forma curiosa, ya no me interesó tanto la información que contenían sino la imagen latente que portaban. ¿Qué podía hacer yo como artista con esto?, tal vez nada o tal vez no era necesario, pero ya no podría borrar aquellas imágenes de las tachas de mi memoria visual y tampoco podría dejar de conmoverme por ellas.

Por otro lado, la característica material de los documentos desclasificados de la CIA tienen otro mensaje implícito: la borradura. El derecho no es pleno y es curioso como esto es públicamente exhibido, el derecho a saber su historia y el derecho a borrarles (nuevamente) su historia. O visto de otro modo, el derecho a mantener en calidad de secreto dichos documentos, para luego, al sacarlos a la luz,  sean tachados, borrados.

En las negociaciones para convencer a Clinton de desclasificar los archivos aparecieron opiniones significativas: “Enjuiciar a Pinochet, dijo un antiguo funcionario de inteligencia al New York Times, equivalía a abrir la “caja de Pandora” de la historia”.

Estos documentos debieran por lo menos enseñarnos a mirar y a construir nuestra historia, recordarnos de que no podemos simbolizar o escribir nuestra historia, sin antes considerar ¿qué somos o quiénes somos?.

veja a entrevista completa em: http://bienalmercosul.art.br/blog/entrevista-voluspa-jarpa/

Pílula: Isabel Ruiz

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Isabel Ruiz é um dos grandes nomes da arte guatemalteca contemporânea. Sua produção bastante ampla inclui gravuras, pinturas e instalações que já foram exibidas em uma longa lista de exposicões coletivas e individuais ocorridas em diversos países da América Latina e Europa. Sobre uma de suas instalações, onde pendura diversos panos brancos com textos ela diz:

Correr, huir, sobrevivir. Emigrar de un punto a otro ya sea con los pies o con el pensamiento, llevando sobre la espalda los estigmas que han marcado la historia colectiva de Guatemala, historia que habrá de reconstruirse en el presente y reinsertarse con el objeto de asumir una postura crítica que haga luz en medio de la confusión que se vive en este hermoso y horrendo país, como lo llama el poeta Otto Reni Castillo. Mi obra presente tiene por objeto sacudirme el miedo y la impotencia, enfrentándome a palabras sumamente dolorosas e impactantes como las que recojo en los pañuelos y que son la expresión descarnada de sobrevivientes de una guerra absurda. El pañuelo responde a la mano distante, es solidario del sudor y el llanto; responde por la voz ahogada, detiene la sangre y amengua la herida, en fin, el pañuelo es tanto como una bandera. La fuerza de las palabras que aquí se recogen, dejan de lado la metáfora para describir con la misma crudeza lo que se le hizo a una población indefensa. Este acto creador es mi parte de vida y al mismo tiempo mi aporte en la búsqueda de un mañana distinto. Creo que posiblemente el sostenimiento de la capacidad de asombro y la lucha por recuperar el derecho a soñar habrán de ser el enlace con las generaciones futuras.

Para saber mais:

http://www.revista.agulha.nom.br/ag24ruiz.htm
http://dca.gob.gt:85/archivo/20110311/cultura.html
http://www.madc.cr/joomla151/index.php/arte-centroamericano-topmenu-77/artistas-de-guatemala/296-isabel-ruiz

Pílula: Eunice Nazário

Eunice Nazário é uma artista brasileira, nascida em Minas Gerais em 1942, que vive e trabalha em Volta Redonda, RJ. Suas esculturas, pinturas, objetos e instalações estão sempre ligados a questões sociais que a preocupam, com principal foco nas questões raciais e etnicas. Sua atuação em tais questões não se dá apenas pela produção artística, mas também pela atuação em seminários, palestras, encontros e producão de textos abordando as questões citadas.

Ontem, 25 de julho, foi comemorado o dia da Mulher Negra, Latinoamericana e Caribenha. Apresentamos, portanto, o trabalho de Eunice Nazário, em homenagem a todas as mulheres que ocupam ou transitam por essas identidades, além da própria artista. Que tenhamos todas voz e liberdade!

fonte: http://www.eunicenazario.com

Claudia Casarino – Pyandi

Claudia Casarino estudou artes visuais na Universidad Nacional de Asunción, Paraguai e complementou sua formação no exterior. Já apresentou obras em quase todos os países da América Latina e atualmente a instalação Pyandi [acima], composta por três vestidos brancos suspensos um em cima do outro, se encontra no Museu de Belas Artes de Santiago, Chile. Abaixo, segue a tradução do texto que acompanha o trabalho na exposição:

“No século XVI, os guaranis do Paraguai ofereciam suas filhas aos espanhóis para evitar qualquer tipo de hostilidade e durante séculos esse país ganhou fama de “Paraíso de Mahoma” de tão forte que estava a prática da poligamia. No entanto, entre 1864 e 1870, cerca de 90% da população masculina tinha sido sucumbida na guerra da Tríplice Aliança entre Argentina, Brasil e Paraguai. Assim que as mulheres paraguaias tiveram que tomar conta dos assuntos do país devastado, o que proporcionou uma certa independência que superava a dos países vizinhos.

O título da obra está em guaraní e significa “pés descalsos”. Faz alusão à pintura La Paraguaia (1879) do artista uruguaio Juan Manuel Blanes, onde mesmo descalça e rodeada de cadáveres de guerra, a mulher paraguaia continua em pé.

A homenagem que Claudia Casarino faz para essas mulheres consiste nesses três vestidos suspensos de maneira simbólica. São vestidos assinados para a filha, a mãe, a esposa ou as viúvas ?”

São trajes de um só tecido para mulheres de diferentes idades e alturas distintas, como se estivessem recém lavados, neste caso, purificados. Não pode-se usá-los, apenas observá-los.

Alexandra C.

 

Mais informações e imagens de trabalhos da artista: http://www.claudiacasarino.com/index.html

 

Kara Walker

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Nasceu em Stockton, EUA em 1969, vive e trabalha em Rhode Island, EUA.

Silhuetas cortadas de papel preto em contraste com a parede branca mostram cenas que podem parecer ao mesmo tempo violentas, engraçadas e até românticas entre personagens de vestuário vitoriano. A artista plástica estadunidense e afro-descendente Kara Walker, autora desses polêmicos trabalhos, cria imagens caricaturescas que proporcionam, para que quem as vê, sentimentos contraditórios em relação as situações apresentadas, o que não acontece por acaso. A artista afirma em entrevista que seus trabalhos possuem parte da sua experiência em relação a raça na qual ela já quis ao mesmo tempo ser a heroína e matar a heroína. O nome de uma de suas exposições, “Meu complemento, meu inimigo, meu opressor, meu amor”, ilustra bem esse conflito interno em relação a si e ao outro.

Em seu país, diferente daqui, houve um longo período de desigualdade jurídica, e o racismo, ideologia que sustenta a opressão por distinção de raças (compreendidas no sentido sociológico e não biológico), lá, se manifesta explicitamente, especialmente no sul do país, para onde a artista se mudou aos 13 anos. Tal ideologia, no Brasil, possui traços muito específicos, sendo constantemente camuflada e/ou diluída em questões de classe, embora não menos cruel. Essas especificidades podem fazer toda a diferença na interpretação do trabalho de Kara Walker, já que raça, racismo e opressão são alguns de seus temas constantes. Sendo assim, o/a espectador/a brasileiro/a corre o risco de perceber sua obra como a confirmação do mito de que o racismo é uma coisa estrangeira e que  não nos diz respeito, ou em outras palavras, uma confirmação do mito da igualdade racial.

Sobre essa questão a artista se manifestou brevemente em uma entrevista que deu em passagem por São Paulo, quando seu trabalho foi exposto na 25a Bienal, dizendo que ao conhecer Salvador, em 1990, ficou impressionada por perceber como as pessoas negras na cidade mais negra da America Latina eram marginalizadas. O nosso racismo foi evidente para olhos não anestesiados pelo mito. Há um fator em seu trabalho que traduz bem a relação que temos com o racismo no aqui: as silhuetas indicam a dificuldade de se olhar para o assunto, de se encarar essas agressões…

Em “They Waz Nice Folks While They Lasted” (says one Gal to another), de 2001, a artista, além de apontar a dificuldade de encarar o problema inclui necessariamente, por meio de projeções nas paredes onde estão as silhuetas, a sombra do/a espectador/a na história. É como se estivesse dizendo “olha, mesmo que você não queira ver, você é parte dessa história, você é parte dessa violência”.

Já na série de impressões feitas em ilustrações antigas da guerra civil estudunidense chamada Harper’s Pictorical History of Civil War (annotated), de 2005, Walker faz uma espécie de anotação imagética que inclui as pessoas negras na História através de suas silhuetas ou sombras, como quem reivindica um espaço negado na memória de um povo.

As situações apresentadas nas imagens que Walker produz misturam violência, sangue, sexo, fezes, urina, leite, corpos; corpos que se violentam dentro de uma rede opressora sem fim, onde o desejo, prazer, opressão e dor se confundem, sendo que cada pessoa nesta rede transita por papéis de agressor/a ou agredido/a, independente do grupo no qual seja encaixada. E não é assim que nos organizamos e nos relacionamos?

Tauana M.

Links

EUA mostram trabalho sobre escravidão na 25ª Bienal de SP. http://www1.folha.uol.com.br/folha/ilustrada/ult90u20514.shtml

Kara e o x acto http://desenhoarq.wordpress.com/2009/02/25/kara-e-o-x-acto/

An Explosion of Color, in Black and White. http://nymag.com/print/?/art/reviews/40277/

Making the Cut. www.villagevoice.com/content/printversion/196311

http://en.wikipedia.org/wiki/Kara_Walker