Pílula: Voluspa Jarpa

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Voluspa Jarpa é uma artista visual chilena que participou da 8ª Bienal do Mercosul. Seus trabalhos de pintura, intalação e objetos frequentemente abordam a história da história do chile, com o foco nos apagamentos. 

Em entrevista ela comenta:

“En el año 1999 el gobierno de Estados Unidos anunció  la desclasificación de documentos de sus servicios secretos sobre la historia reciente de Chile. Recuerdo haber vivido esta noticia con cierta conmoción expectante y haber pensado y sentido que esto iba a producir un gran revuelo histórico nacional. Sin embargo, no sucedió en la contingencia -hasta la fecha solamente algunos libros recogen esta información, dos en Chile y uno publicado en Estados Unidos-, pero para mí se transformó en una interrogante simbólica.

Los archivos desclasificados estuvieron a disposición del público a través de un sitio oficial difundido por Internet. Al bajar algunos de estos archivos, tuve una primera impresión en relación directa con el hecho mismo de la desclasificación de los documentos, así mismo, sufrí un segundo impacto debido a que muchos de estos documentos están tachados -párrafos y páginas completas borradas con líneas y bloques negros-. Me conmoví por esa información borrada y, a su vez,  por la Historia de Chile, aquella que sentí pequeña e insignificante desde esa borradura y pensé en el abismo que había entre los hechos sucedidos en Chile y esas tachas.

Al verlos, me ocurrió una cosa, por decirlo de alguna forma curiosa, ya no me interesó tanto la información que contenían sino la imagen latente que portaban. ¿Qué podía hacer yo como artista con esto?, tal vez nada o tal vez no era necesario, pero ya no podría borrar aquellas imágenes de las tachas de mi memoria visual y tampoco podría dejar de conmoverme por ellas.

Por otro lado, la característica material de los documentos desclasificados de la CIA tienen otro mensaje implícito: la borradura. El derecho no es pleno y es curioso como esto es públicamente exhibido, el derecho a saber su historia y el derecho a borrarles (nuevamente) su historia. O visto de otro modo, el derecho a mantener en calidad de secreto dichos documentos, para luego, al sacarlos a la luz,  sean tachados, borrados.

En las negociaciones para convencer a Clinton de desclasificar los archivos aparecieron opiniones significativas: “Enjuiciar a Pinochet, dijo un antiguo funcionario de inteligencia al New York Times, equivalía a abrir la “caja de Pandora” de la historia”.

Estos documentos debieran por lo menos enseñarnos a mirar y a construir nuestra historia, recordarnos de que no podemos simbolizar o escribir nuestra historia, sin antes considerar ¿qué somos o quiénes somos?.

veja a entrevista completa em: http://bienalmercosul.art.br/blog/entrevista-voluspa-jarpa/

Pílula: Eunice Nazário

Eunice Nazário é uma artista brasileira, nascida em Minas Gerais em 1942, que vive e trabalha em Volta Redonda, RJ. Suas esculturas, pinturas, objetos e instalações estão sempre ligados a questões sociais que a preocupam, com principal foco nas questões raciais e etnicas. Sua atuação em tais questões não se dá apenas pela produção artística, mas também pela atuação em seminários, palestras, encontros e producão de textos abordando as questões citadas.

Ontem, 25 de julho, foi comemorado o dia da Mulher Negra, Latinoamericana e Caribenha. Apresentamos, portanto, o trabalho de Eunice Nazário, em homenagem a todas as mulheres que ocupam ou transitam por essas identidades, além da própria artista. Que tenhamos todas voz e liberdade!

fonte: http://www.eunicenazario.com

Márcia X.

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Nasceu no Brasil e faleceu em 2005.

A artista trabalha com performance, instalação e objetos, sendo que, em alguns casos, sua ação performática resultava numa própria instalação com os resquícios dessa ação como nas obras Desenhando com Terços¹(2000) e Pancake (2001).

Márcia Pinheiro adota o X em seu pseudônimo em razão de uma querela com uma estilista homônima por conta da repercussão de uma de suas performances em uma coluna social. O X da artista é múltiplo: enigmático, símbolo de variável na matemática e, em trio, pornográfico (XXX).

A respeito de sua trajetória artística, Márcia X tece algumas considerações: “No princípio dos anos 90, realizei instalações e performances que têm como principal estratégia transformar objetos pornográficos em objetos infantis e objetos infantis em objetos pornográficos, fundindo elementos que estão situados por convenções sociais e códigos morais em posições antagônicas.”²

Utilizando-se de elementos que fazem relação com infância, sexualidade, religião, gênero, misoginia e sexualidade, a artista aborda tabus e a moralidade do ocidente (brasileiro) católico. Talvez por esse fato, sua obra não tem o devido reconhecimento no país. Uma delas, Desenhando com Terços, aliás, foi censurada numa exposição de arte erótica por pressão de grupos católicos e empresários no CCBB em 2006, culminando no cancelamento da mesma.

Em sua Fábrica Fallus (série de 1992-2004), Márcia adorna falos de silicone com penduricalhos, objetos católicos, brinquedos sexuais e brinquedos infantis transformando-os em falos-brinquedos-eróticos. A Fábrica Fallus, ao contrário do que se esperaria de uma fábrica, customiza artesanalmente objetos industriais, artificias.

Aponta talvez a maleabilidade artesanal da construção de sujeitas/os que se confontra com a visão de fixação dogmática da “moral e dos bons costumes” unindo e confrontando símbolos do sagrado e do profano católicos. A associação, nesse trabalho da artista, de símbolos católicos com falo/poder e opressão da sexualidade especificamente da feminina é frutífera: Eva, Madalena e outras que o digam. Márcia articula e joga com todo um conjunto complexo de objetos, dando margem a uma vasta gama de interpretações.Cabe, em relação com a questão anteriormente colocada, pensar  na construção de idéias a respeito das masculinidades, feminilidades além de sexualidades.

¹Vídeo da performance/instalação Desenhando com Terços (2000): http://www.youtube.com/watch?v=TFxO0zpOalI

²Márcia por Márcia. http://www.marciax.art.br/mxText.asp?sMenu=3&sText=16

Referências

http://www.marciax.art.br/mxText.asp?sMenu=3&sText=26

http://www.marciax.art.br/mxText.asp?sMenu=4&sText=46

http://entretenimento.uol.com.br/ultnot/2006/06/13/ult100u5100.jhtm

http://www.gravuracontemporanea.com.br/reportagemnoticia.asp?id=252

http://www.sescsp.org.br/…/20060710_143439_Ens_MarciaX_CadernoVB1_P.pdf

Ana C.